quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Cigano tem cinturão peso pesado como grande objetivo e sugere revanche contra Werdum


Fonte: Superesportes
Edição: Jorge Luiz da Silva.
Serrinha, BA (da redação itinerante do Esporte Comunitário)

Cigano vem de vitória sobre Ben Rothwell, mas passou por cirurgia e espera voltar para reconquistar cinturão. Getty Images

De volta aos treinos, ex-campeão diz que reencontro com gaúcho seria 'boa luta'

Depois de se recuperar de cirurgia no ombro direito e voltar a treinar, Junior Cigano se prepara para retornar ao octógono do UFC. Entretanto, ele pensa em um duelo não apenas para marcar a volta, mas também confirmar uma futura disputa de cinturão dos pesos pesados. O ex-campeão até sugeriu revanche contra um compatriota velho conhecido: Fabricio Werdum.

Além de terem sido campeões dos pesados, Cigano e Werdum têm outro ponto em comum na organização. Os dois se enfrentaram no UFC 90, em outubro de 2008, evento que marcou a estreia do catarinense. E ele mostrou que não seria apenas mais um na organização. Com autoridade e ‘mão pesada’, venceu o Vai Cavalo por nocaute técnico com apenas 1min21 de luta.

Os dois trilharam caminhos opostos. Enquanto Werdum deixou o UFC, Cigano engato sequência de vitórias que o levaram a conquistar o cinturão diante de Cain Velasquez, então campeão, em novembro de 2011. O Vai Cavalo passou por outras organizações até retornar e ganhar o título, no ano passado, também contra o norte-americano filho de mexicanos. Aí foi a vez de o catarinense cair de rendimento e conviver com seguidas lesões. 




Presente ao UFC 203, que teve a vitória de Werdum sobre Travis Browne, por decisão unânime, no coevento principal, Cigano considera que o gaúcho é um adversário em vista para o retorno. “Acho que o Werdum seria uma boa luta para mim. Não sei o que o UFC está pensando agora, mas se eles quiserem me dar o Velasquez novamente, eu adoraria lutar contra ele”, frisou, em entrevista coletiva nos bastidores da Quicken Loans Arena. 

Para Cigano, independentemente do adversário, o que mais importante é a reconquista do cinturão, que está em poder de Stipe Miocic, derrotado pelo catarinense em dezembro de 2014, em Phoenix (EUA). “O que me motiva é o título. Eu quero aquele cinturão e sei que sou capaz de conseguir novamente. Acho que o momento é bom para eu pegar uma grande luta”, enfatizou.



sábado, 20 de agosto de 2016

Brasil dá show no Maracanãzinho, se vinga da Rússia e reedita final olímpica contra Itália


Fonte: Superesportes  (Gazeta Press )
Edição: Jorge Luiz da Silva.
Serrinha, BA (da redação itinerante do Esporte Comunitário)


 Foto: AFP / Juan Mabromata




 Com bela atuação e gritos de 'O campeão voltou', Seleção faz 3 a 0 no algoz de 2012


Maracanãzinho em festa com a vitória: Lipe superou problemas físicos e teve grande atuação contra os russos

O Brasil está na final da disputa do vôlei masculino. Nesta sexta-feira, no Maracanãzinho, a Seleção Brasileira se vingou da Rússia, algoz dos Jogos Olímpicos de Londres, e venceu a partida por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/20 e 25/17, garantindo classificação para a grande decisão da medalha de ouro.

Com a vaga carimbada na final, o Brasil terá como adversário a Itália, reeditando a decisão olímpica de Atenas 2004, último título conquistado pelo vôlei masculino nos Jogos Olímpicos. Nas últimas duas Olimpíadas, a Seleção Brasileira foi vice-campeã, perdendo para os Estados Unidos, em Pequim 2008, e para a Rússia, em Londres 2012.
 Wallace passa pelos gigantes russos: oposto, mais uma vez, foi o destaque da Seleção no Maracanãzinho. AFP / Juan Mabromata

O primeiro set começou com muito equilíbrio entre as duas equipes, que trocavam pontos nos minutos iniciais. No entanto, o Brasil conseguiu engrenar no final do set e abrir uma vantagem no momento decisivo, principalmente coma participação do oposto Wallace, que fez pontos de ataque e bloqueio. Com isso, a seleção brasileira manteve a distância no placar e conseguiu fechar o set em 25 a 21.

Assim como no primeiro, o segundo set também contou com muito equilíbrio, inclusive com os russos chegando a abrir dois pontos de vantagem em algumas oportunidades. No entanto, o Brasil novamente cresceu na parte decisiva do set e conseguiu virar e abrir vantagem em uma sequência de bloqueios e erros do adversário. Se aproveitando da vibração da torcida, os brasileiros deslancharam e fecharam a parcial em 25 a 20.
Vitória do Brasil sobre a Rússia na semifinal do vôlei masculino
AFP / Juan Mabromata. 

Mais uma vez equilibrado no início, o terceiro set se destacou por três erros praticamente consecutivos de saque dos russos. No entanto, o Brasil nem esperou o final do set para crescer e abriu 16 a 11 na metade da disputa. Com uma grande intensidade, os brasileiros fizeram diversos pontos em sequência e encerraram o jogo sem sustos em 25 a 17 no set final.

A disputa do terceiro lugar entre Rússia e Estados Unidos será no próximo domingo, às 09h30, no Maracanãzinho. Logo em seguida, às 13h15, terá início a disputa pela medalha de ouro entre Brasil e Itália.






quarta-feira, 13 de julho de 2016

Em busca de ouro inédito, técnico Vadão convoca Seleção Brasileira feminina para os Jogos do Rio



Fonte: Super Esportes.com.br
Edição: Jorge Luiz da Silva.
Imagens: Google.com.br (Arquivo ASES)
Salvador, BA (da redação itinerante do Esporte Comunitário)



Nesta terça-feira, treinador anunciou a lista das 18 atletas que vão ao Rio de Janeiro. Gazeta Press

A 24 dias da abertura das Olimpíadas de 2016, o técnico Vadão anunciou nesta terça-feira a lista das 18 convocadas que buscarão o ouro inédito no futebol feminino para o Brasil. Optando por utilizar um maior número de atletas que defendem a Seleção Permanente, como contratadas diretas da CBF, o treinador ainda escolheu nomes mundialmente consagrados, como Marta, que atua na Suécia, Cristiane e Érika, ambas do Paris Saint-Germain.


Citando o tempo de trabalho e a busca por um elenco unido, além de exclusivamente o talento das jogadoras, Vadão, junto do coordenador Marco Aurélio Cunha, priorizou um grupo que atingisse um alto nível tático, em conjunto, para a conquista do título nos Jogos do Rio – as meninas brasileiras bateram na trave duas vezes: prata em 2004 e 2008.


Marta é a principal jogadora do Brasil



Nesse momento, o maior problema é a recuperação de atletas que estão em fase final de temporada. Como tivemos que divulgar a lista com antecedência, a gente tem que se adaptar à essas lesões”, apontou o comandante verde-amarelo, apontando, ainda, as três atletas que ainda não se apresentaram à CBF: Marta, Bia Zaneratto e Thaís Guedes.

Além dos 18 nomes principais
, Vadão também chamou quatro suplentes, que integrarão o elenco tanto nos treinos para as Olimpíadas quanto nos amistoso preparatório contra a Austrália, no dia 23 de julho.


A estreia da Seleção no Rio de Janeiro será no dia três de agosto – três dias antes da abertura oficial do torneio – contra a China. Suécia e África do Sul são as outras adversárias das brasileiras pelo Grupo E.




 

Lista com as 22 atletas que defenderão o Brasil nos Jogos
Goleiras
Bárbara- Seleção Permanente
Aline- Seleção Permanente
Luciana- Seleção Permanente (Suplente)

Laterais
Fabiana- Dalian Quajian (CHI)
Poliana- Houston Dash (EUA)
Thamires – Fortuna Hjorring (DIN)


Zagueiras
Mônica- Orlando Pride (USA)
Rafaelle- Changchun Club (CHI)
Bruna Benites- Seleção Permanente
Érika- Paris Saint-Germain (FRA)


Getty Images/AFP 

Meio-campistas
Thaísa- Seleção Permanente
Formiga- Seleção Permanente
Andressinha- Houston Dash (EUA)
Marta- FC Hosenbergh (SUE)





Atacantes
Debinha- Dalian Quajian (CHI)
Cristiane- Paris Saint-Germain (FRA)
Andressa Alves -Barcelona (ESP)
Bia Zaneratto- Steel Red Angels (COR)
Raquel- Changchun Club (CHI)
Darlene- Changchun Club (CHI) (Suplente)
Thaís Guedes – Steel Red Angels (COR) (Suplente)





terça-feira, 12 de julho de 2016

Liga Sul-Minas-Rio ganha mais três times para temporada 2017


Fonte: Futebol Interior
Edição: Jorge Luiz da Silva.
Imagens: Arquivo ASES e Google.com.br
Salvador, BA (da redação itinerante do Esporte Comunitário)

FLU Campeão da Primeira Liga


Chapecoense, Joinville e Paraná integram o grupo, agora, de 15 equipes

O calendário da Liga Sul-Minas-Rio começa a sair do papel. O torneio ganhou a presença de mais três equipes em relação ao realizado em 2016.

Além dos 12 que já participaram, estarão em 2017:
Paraná, Joinville e Chapecoense. Vasco e Botafogo ficaram de fora, assim como equipes paulistas.



O formato também será um pouco diferente.
Os 15 clubes participantes, serão divididos em três grupos, classificando para as quartas de final os dois melhores colocados, além de dois terceiros por índice técnico.

Os jogos serão disputados entre 22 de janeiro e 29 de março.

Neste ano, o Fluminense se tornou o primeiro campeão da Primeira Liga ao passar pelo Atlético-PR na grande decisão, em Juiz de Fora.
O Tricolor está confirmado no torneio, onde defenderá o seu título.



segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sem Cristiano Ronaldo, Éder decide e Portugal frustra a França para faturar primeira Euro



Fonte: Super Esportes (Gazeta Press)
Fotos: Reprodução (AFP / Valery HACHE)
Edição: Jorge Luiz da Silva.
Imagens: Google.com.br (Arquivo ASES)
Salvador, BA (da redação itinerante do Esporte Comunitário)






EUROCOPA


O cenário parecia perfeito para uma festa francesa, com estádio lotado, geração talentosa em campo e um rival sem o seu melhor jogador desde os 15 minutos do primeiro tempo.

O que os franceses não contavam, no entanto, era com o atacante Éder, que atua no Lille.

Coadjuvante durante toda a campanha portuguesa, ele fez um belo gol no segundo tempo da prorrogação, calou o Stade de France e sacramentou a vitória por 1 a 0 de Portugal sobre a França, neste domingo.


Capitão, Cristiano Ronaldo levanta a taça: lesionado, astro ficou na torcida pelos companheiros durante o jogo.
Astro sai lesionado no começo do jogo, mas time lusitano faz 1 a 0 e levanta taça


Foi a primeira conquista portuguesa na Eurocopa, coroando, apesar da ausência na decisão, a participação de Cristiano Ronaldo com o seu país. 

Chorando copiosamente com a conquista, ele agora celebra um patamar não alcançado por nenhum outro atleta português na sua história.

Os franceses, por sua vez, desperdiçam a chance de serem tricampeões e perdem um torneio em casa pela primeira vez.

Antes, haviam vencido a Euro de 1984 e a Copa de 1998, essa sobre o Brasil, com um 3 a 0 na final.







Lesão de CR7, gol do título e lances da vitória dramática de Portugal

Aplausos e choro de Ronaldo roubam a cena

A etapa inicial da decisão não reservou muitas emoções aos presentes no estádio de Saint-Denis. Apesar da linda festa na execução dos hinos de França e Portugal, o mais interessante passou longe de acontecer com a bola rolando.


O primeiro lance de perigo saiu aos dez minutos, dos pés de Griezmann. O atacante do Atlético de Madrid recebeu lançamento na entrada da área e tentou surpreender com um toque de cabeça por cobertura, exigindo grande defesa de Rui Patrício, no ângulo direito. No escanteio batido na sequência, Giroud subiu mais alto que a zaga, mas o arqueiro fez defesa tranquila.

Os holofotes, no entanto, voltaram-se rapidamente para Cristiano Ronaldo, que Após dez minutos se arrastando em campo por conta de uma trombada com Payet, Cristiano saiu de campo aplaudido de pé tanto por franceses quanto por portugueses, chorando muito na maca. Quaresma entrou no seu lugar.

Por incrível que pareça, os portugueses melhoraram sem seu astro, diminuindo bastante a pressão adversária e conseguindo segurar a bola no campo de ataque. Tanto que, até o intervalo, a única chance saiu com o volante Sissoko, o melhor dos primeiros 45 minutos, que recebeu bom passe de Payet já dentro da área, girou com facilidade sobre a marcação de Cédric e chutou forte para outra boa defesa do goleiro português.



Festa do título dos jogadores portugueses

Jogo melhora e França bate na trave

No começo do segundo tempo, o duelo continuou cercado de bastante tensão e poucos lances de perigo. Os primeiros 20 minutos passaram no mesmo roteiro da primeira etapa, com os portugueses marcando muito forte na entrada da área e os franceses mostrando bastante dificuldade.

O panorama mudou quando o técnico Didier Deschamps tirou de campo Payet, um dos xodós da torcida, e promoveu a entrada do jovem Coman. Rápido, o jogador do Bayern de Munique conseguiu criar bons lances pelo lado esquerdo e colocou companheiros na cara do gol.

O primeiro foi Griezmann, aos 20, que cabeceou livre dentro da área, mas mandou para fora. Dez minutos depois, Giroud recebeu passe rasteiro pelo lado esquerdo da área e chutou cruzado para boa defesa de Rui Patrício. Foi o último lance do centroavante, que deu lugar a Gignac na sequência.

Bem postado defensivamente, Portugal ainda se arriscou no ataque, já com Éder na função de centroavante, com Nani e Quaresma abertos pelos lados. E foi exatamente dos dois jogadores de lado que saiu o único lance de perigo, quando Nani cruzou fechado da direita, Lloris soltou e Quaresma virou uma bicicleta, exigindo boa recuperação do goleiro francês.




O principal lance de perigo, no entanto, ficou para os acréscimos. Gignac recebeu cruzamento quase dentro da pequena área. Com categoria, protegeu e girou para cima de Pepe, deixando o zagueiro do Real Madrid no chão. Na hora de finalizar, porém, carimbou a trave.

Portugal se supera sem o astro Cristiano Ronaldo, lesionado ainda no primeiro tempo, e Éder é o herói

Herói improvável

O primeiro tempo da prorrogação foi de mais estudo que qualquer outra coisa, deixando tudo de melhor reservado para a parte final. E foi logo com quatro minutos que os portugueses vieram à forra. Um minuto depois de Raphael bater falta no travessão, Éder ganhou lance de Koscielny na intermediária, girou e bateu forte, rasteiro, sem chances de defesa para Lloris.

A partir dali, os portugueses conseguiram anular praticamente todas as alternativas dos anfitriões, totalmente perdidos por conta das desvantagens. Com Cristiano Ronaldo de auxiliar técnico, a taça foi mesmo para as mãos portuguesas.


Éder comemora gol na final da Euro com sua tradicional luva branca, pedido de paz à torcida (Foto: EFE)




PORTUGAL 1x0 FRANÇA


Gol:
Éder, aos quatro minutos do segundo tempo da prorrogação.

Local: Stade de France, em Paris (França)
Data: 10 de julho de 2016 (Domingo)

TRIO DE ARBITRAGEM:
Árbitro Central: Mark Clattenburg (Inglaterra)
Assistente 1: Simon Beck (Inglaterra)
Assistente 2: Jake Collin (Inglaterra)


Cartões amarelos:
Cédric, João Mário, Raphael, William e Rui Patrício (Portugal);
Umtiti, Matuidi, Koscielny e Pogba (França).





PORTUGAL
Rui Patrício, Cédric, Pepe, José Fonte e Raphael Guerreiro; Willian Carvalho, João Mário, Adrien Silva (João Moutinho) e Renato Sanches (Éder); Nani e Cristiano Ronaldo (Quaresma). Técnico: Fernando Santos


FRANÇA

Lloris; Sagna, Koscielny, Umtiti e Evra; Matuidi, Pogba, Sissoko (Martial) e Payet (Coman); Griezmann e Giroud (Gignac). Técnico: Didier Deschamp






segunda-feira, 27 de junho de 2016

Messi erra, Chile volta a vencer Copa América nos pênaltis e prolonga fila da Argentina


Fonte: Superesportes  (Gazeta Press)
Edição: Jorge Luiz da Silva.
Imagens: Arquivo ASES e Google.com.br
Salvador, BA (da redação itinerante do Esporte Comunitário)


Assim como em 2015, chilenos venceram argentinos em uma decisão por pênaltis.
Foto: AFP


Em 100 anos, Chile conquistou sua primeira Copa América em 2015; neste ano, repete a dose e é bi campeão

Na noite deste domingo, no estádio Metlife, em Nova Jersey, o Chile mostrou estar em grande fase. Diante da Argentina, os comandados de Juan Antonio Pizzi, assim como no ano passado, voltaram a dominar o rival durante o tempo normal, seguraram o adversário na prorrogação e, nos pênaltis, contaram com um erro na cobrança de Lionel Messi para sagrarem-se campeões da Copa América Centenário.

A conquista repete o cenário de 2015, quando saíram vencedores também nas penalidades no estádio Nacional, em Santiago, celebrando seu primeiro grande título como seleção. Os argentinos, por sua vez, continuam sem levantar uma taça na seleção profissional desde o título continental de 1993, além de perder três finais consecutivas (Copa do Mundo de 2014 e as duas últimas Copas América). Nesse período, ganhou dois títulos olímpicos.

Foto: AFP 

O jogo começou movimentado, com Alexis Sánchez dominando as ações pelo lado dos chilenos e Lionel Messi tratando de recuar até a intermediária para buscar a bola. Apesar da briga, no entanto, o duelo demorou a criar lances de perigo, principalmente pelo bom desenho tático demonstrado por ambos os lados. Tanto as zagas quanto os volantes levaram a melhor na maioria das vezes em que foram testados.

Heber ofusca craques
Árbitro brasileiro teve destaque na final. 
AFP
Até que, aos 22 minutos, apareceu a primeira grande chance de gol. Medel, último homem da defesa, não conseguiu dominar passe bom de Jara e viu Higuaín partir livre rumo ao gol. O centroavante, que já havia desperdiçado uma chance clara contra a Alemanha, na final da Copa do Mundo, teve bastante calma, esperou Bravo cair e tocou por cima. A bola, porém, saiu rente à trave esquerda, para alívio dos chilenos.

Mal sabiam os atletas que a grande estrela do primeiro tempo, na verdade, vestia amarelo. Escolhido para ser o representante brasileiro na decisão, o árbitro Heber Roberto Lopes começou a aparecer ao ver necessidade de cartão amarelo em uma falta simples de Díaz em Messi. Como já havia sido advertido com o cartão minutos antes, o meio-campista acabou expulso de campo aos 27 da etapa inicial, provocando muitas reclamações dos chilenos.

A partir daí iniciou-se o show do juiz da Federação Paranaense. Primeiro deu amarelo para Mascherano e Vidal por discussão no campo de ataque do Chile. Depois, o “agraciado” foi Messi, por simulação em trombada do camisa 10 com Isla. Depois, veio o toque final: Rojo fez falta em Vidal, na intermediária e Heber deu ao lateral esquerdo o vermelho direto, deixando os dois lados em condições iguais pouco antes do intervalo.

 Foto: AFP

Muito espaço, pouco futebol

Diferentemente do que se esperava pelos ânimos exaltados e maior espaço em campo devido aos vermelhos distribuídos, o segundo tempo não teve qualquer demonstração de um duelo de craques. A maioria dos lances continuou a ser vencida pelos defensores, impossibilitando chances claras de aparecerem. Vidal, mais na marcação do que na armação, foi o dono do meio-campo, mas não conseguiu fazer a diferença.

Na única vez em que teve essa possibilidade, o camisa 8 roubou a bola de Messi, cena frequente na partida, e tocou para Sanchez. O avante se livrou de dois marcadores e abriu a jogada na direita para Vargas. Rápido, o camisa 11 colocou na frente em disputa um contra um diante de Mascherano, invadiu a área e bateu cruzado. Bem colocado, Romero espalmou e, após dois toques, a zaga conseguiu afastar com Otamendi.

  Foto: AFP

Preocupado com a posse de bola chilena, Tata Martino tentou melhorar a sua produção com Kranevitter no lugar de Di María, para desespero do avante do Paris Saint-Germain. O meio-campista melhorou o time argentino, mas ainda faltava um melhor chute na finalização. Por isso, Aguero entrou no lugar de Higuaín, na esperança de aproveitar o cansaço da zaga. Nas duas chances que teve para arrematar de dentro da área, porém, o avante do Manchester City mostrou porque estava na reserva e isolou.

Outra prorrogação


Messi perdeu o primeiro pênalti da Argentina
Foto: AFP
Assim como em 2015, os dois times pareceram contentes em ter mais 30 minutos para decidirem quem seria o campeão da Copa América. Dessa vez, porém, a prorrogação reservou um jogo muito melhor do que o apresentado no tempo normal. O primeiro lance de perigo veio com Vargas. O atacante recebeu bom cruzamento pela esquerda de Alexis Sánchez e cabeceou no canto direito. Romero, mais uma vez no local certo, conseguiu agarrar a bola e já puxou contra-ataque com a reposição de bola.

O lance bom dos chilenos pareceu acordar os argentinos, que responderam logo na sequência. Em falta sofrida pela esquerda, Messi cruzou a bola na marca do pênalti e Aguero subiu mais alto que a defesa para cabecear. A bola ganhou altura e entraria no ângulo direito de Claudio Bravo, mas o goleiro do Barcelona se esticou todo para praticar uma excelente defesa.

Mesmo com o ímpeto demonstrado, no entanto, os gols não saíram. Quanto mais o tempo passou, mais os jogadores pareciam querer que a decisão fosse para os pênaltis, trocando mais passes no campo defensivo do que no ofensivo. Vontade aceita prontamente pelo juiz brasileiro, que decretou as cobranças de penalidades pontualmente aos 15 do segundo tempo da prorrogação.

Nos pênaltis, Vidal, exímio batedor, cobrou mal e Romero defendeu. Na sequência, porém, Messi compensou: isolou o chute e mandou a bola nas cadeiras localizadas atrás do gol. Castillo, Aránguiz, Beausejour anotaram os seus para o Chile, enquanto Mascherano e Aguero conferiram para a Argentina. Quando poderia empatar em 3 a 3, no entanto, Biglia viu Bravo defender sua cobrança. para desespero de Messi no meio-campo. Coube a Silva deslocar Romero e dar o segundo título seguido aos chilenos.

 Fotos: AFP

ARGENTINA 0x0 CHILE
(Nos pênaltis: 2x4)

Local: Estádio Metlife, em Nova Jersey (Estados Unidos)


Data: 26 de junho de 2016, domingo
Horário: 21h (de Brasília)

ARBITRAGEM:
Árbitro Central: Heber Roberto Lopes (BRA)
Assistente 1: Kleber Lúcio Gil (BRA)
Assistente 2: Bruno Boschilia (BRA)

Público:
82.026 presentes

Cartões amarelos: Javier Mascherano, Lionel Messi, Kranevitter (Argentina); Marcelo Diaz, Arturo Vidal, Jean Beausejour e Charles Aránguiz (Chile)

Cartões vermelhos:
Marcos Rojo (Argentina); Marcelo Díaz (Chile)


ARGENTINA:
Sergio Romero; Gabriel Mercado, Nicolás Otamendi, Funes Mori e Marcos Rojo; Javier Mascherano, Lucas Biglia e Éver Banega (Erik Lamela); Lionel Messi, Gonzalo Higuaín (Sergio Aguero) e Dí Maria (Kranevitter)
Técnico: Gerardo Martino

CHILE:
Claudio Bravo; Mauricio Isla, Gary Medel, Gonzalo Jara e Jean Beausejour; Charles Aránguiz, Marcelo Díaz e Arturo Vidal; José Pedro Fuenzalida (Puch), Eduardo Vargas (Castillo) e Alexis Sánchez (Silva)
Técnico: Juan Antonio Pizzi